segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sexo Pago!!

Sexo Pago!!


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E ela me disse que estava cansada da rotina. Assim, numa mesa de bar, em alto e bom som, dizia que não aguentava mais essa vida em que todos davam mais valor às outras do que à ela. Cansou. Disse pra mim que precisava mudar, não sabia ainda como, mas ia pesquisar por aí. Tentou amigos, tentou amores, e nada mudava o sentimento de insatisfação que a invadia de forma intrusa todos os dias. Camila não se aguentou.
Certo dia, entrou em algum bate papo informal na internet quando viu logo nos primeiros minutos um nick deveras interessante. “Sexopor$” era o nome. Em conversa privada logo foi avisada que era uma mulher. Uma mulher que ganhava a vida fazendo sexo em troca de alguns trocados. Talvez este era o fetiche de Camila. Como seria ser desejada como profissional e ainda assim ganhar uns trocados com isso?
Camila não fazia idéia como seria, afinal até hoje só havia tido relacionamentos amorosos sérios e pouco empolgantes. Decidiu aderir o mesmo codinome. Seria a “private dancer, a dancer for money”, somente por um dia. Daria certo isso? O medo do desconhecido invadia sua alma. Como receber alguém em sua casa sem saber quem? Como conversar com alguém que lhe paga por sexo, algo que qualquer mulher por aí está fazendo gratuitamente. Ela sabia disso. Nunca teve muitos pretendentes, imagina se cobrasse?
Em poucos minutos Camila havia recebido 5 chamadas. Muito mais do que recebera há dias. Definitivamente os homens tinham o mesmo fetiche que ela, sexo pago. E assim se fez. Dia seguinte um tal de Carlos, foto bacana, orkut casado, msn trocado, anotava o endereço de Camila para o programa. Não faço anal. Oral e sexo com camisinha. Essa era a exigência dela. Cem reais a hora era o preço. Deixar documento na portaria era o pedido. E assim Camila tentava se precaver do primeiro programa.
Fetiche realizado. Ela pedia que ele lhe mostrasse o dinheiro durante a transa. E isso fez daquela noite de meretriz o melhor sexo da vida dela. Camila pegou gosto. Ela, que nunca tinha sexo com homens sérios anteriormente, hoje tinha quatro programas marcados para a semana. Não era pelo dinheiro. Não mesmo, Camila não precisava disso. Era pelo fetiche. Pelo desejo. Todos repetiam que ela era ótima e absoluta, uma verdadeira profissional na cama, coisa que nenhum ex namorado oneroso fazia. Todos a desejavam.
Camila passou alguns meses nesta vida. Contou para alguns que não era uma profissional, fazia somente pelo fetiche. E pelo sexo, que não tinha antes de cobrar. Gastou todo o seu dinheiro ganho com suas contas e amenidades. Ela não precisava daquilo pra viver, tinha emprego, vida ganha. Ela só precisava se sentir desejada.
Hoje, Camila não faz essa ‘brincadeira’ há mais de 1 ano. E não consegue sexo há seis meses. Os homens não querem come-la de graça. Ela me disse, ainda hoje, que não sabe mais o que fazer para encontrar alguém que a ame de graça. 
por:Dr.Alves

3 comentários:

  1. bom… os homens são dotados de uma vontade de fazer sexo, que vem mais de um fator biológico e que a antropologia estuda isso para entender o homem dentro de um contexto desse apetite sexual.
    fala sério… se essa mulher existisse eu queria transar com essa mulher…pagando ou não :D

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  2. Eu já tava pensando ‘que comentário inteligente esse ai que a Cafê citou’, quando lembrei que eu disse isso no post original, hahaha.

    Em tempo: já comprei o livro, ele já chegou, mas ainda tá embaladinho no papel bolha. Nem Deus sabe qdo irei lê-lo.

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