sábado, 26 de fevereiro de 2011

Inversão de Papéis – Quando Ele se Torna Ela


Inversão de Papéis – Quando Ele se Torna Ela
De todas as práticas de Dominação Feminina, a inversão de papéis, mais especificamente o strap-on (ela metendo nele com a ajuda de um cinto e um dildo acoplado) é a que fui mais relutante em experimentar como prática de humilhação, talvez porque para mim, a penetração anal em si não é um ato humilhante para o homem, afinal há prazer. Ou talvez porque, sendo feminina como sou eu temesse com a inversão de papéis perder um pouco da minha feminilidade. Mesmo quando estou com uma mulher, gosto de me sentir fêmea, tanto quanto aquela que está comigo. Deixo o papel de macho para quem é de direito, o próprio. Na inversão de papéis, o fato de estar naquele momento exercendo uma prática especificamente masculina, a penetração, sempre me incomodou um pouco como mulher, no entanto, não como Dominadora.
E nesta fusão de prazer físico e psicológico, uma coisa que poucos conseguem entender é a heterossexualidade do ato. Poucos homens que tem o fetiche da inversão de papéis são bissexuais, ou seja, tem desejo sexual por homens também. Já conversei com muitos que curtem a prática e vários afirmaram que o simples fato de imaginar um homem na situação é uma broxada certa. Alguns, só de tocar no assunto sente nojo. A fantasia está exatamente em ser “comido” por uma mulher. Uma mulher sexy e poderosa, capaz de proporcionar o prazer de todas as formas. O homossexual não fantasia uma mulher portando uma cinta/pau traçando-o, mas sim um homem. Simples assim.
O mais interessante, é que hoje não vejo conotação homossexual na prática em si, apesar de saber que determinados homens até podem ser homossexuais com dificuldade de auto-aceitação, o que não é regra. Todos os homens com os quais fiz uso dessa prática até hoje, assumem-se heterossexuais, tenho certeza que alguns broxariam só em imaginar um pau de verdade a penetrar-lhes. Faz parte da fantasia deles ser possuído por uma mulher Dominante e não por um homem. Talvez até por isso exista um certo fascínio de alguns homens por travestis, afinal de contas é uma figura feminina dotada de um pau.
Não considero como inversão o cara que curte ter o cu dedado enquanto é chupado, tampouco aquele que é submetido à massagem prostática, afinal a próstata é inegavelmente um orgão de prazer. Vejo como inversão, a feminização (roupas, maquiagem, expressões femininas) ou o uso específico do cinto atado ao corpo da mulher e um pau de borracha (dildo) acoplado nele, para dessa forma ela através da penetração anal, exercer o papel atribuído ao macho enquanto ele é humilhado e submetido ao papel de fêmea.
Minha primeira vez comendo um homem foi com um amigo switcher. O switcher no jogo S&M é aquele que hora é Dominador, hora Dominado, não necessariamente pela mesma pessoa. Normalmente ele exerce sua faceta Dominante com uma pessoa e se submete a outra, quase nunca em um mesmo tempo. Com este amigo eu fui a Dominante, portanto ele foi o Dominado, apesar de eventualmente (mas não naquela tarde) ele ser Dominador também. Ele sabia que eu não tinha conhecimento da prática, e assim que chegamos ao hotel foi me mostrar quase que de maneira didática como acoplar o pau de borracha ao cinto, como vestir, como fazer uso, a importancia da preparação e dilatação anal… Depois dessa rápida explicação partimos para a prática, e quando o assunto é Dominar, isso é muito natural em mim. Sei fazer uso do meu charme para ter prazer ao extremo. E mesmo sendo um doce de menina, aquele que está comigo sempre percebe quando um pedido meu não aceitaria um não como resposta. O mais difícil naquela primeira vez foi perceber que para aquele homem em especial, estar ali comigo não era a prática mais humilhante, a humilhação que ele esperava era das minhas palavras, nos xingamentos, expressões de detrimento à sua masculinidade e principalmente (e isso sim foi difícil) ser fodido como um homem fode uma mulher, pero sin perder la ternura jamás… Foi difícil o vai e vem, o ritmo da foda, afinal de contas, por mais ajustado que o pau estivesse ele não me pertence. Passei a adorar como semi-deuses todos os homens que já me comeram até hoje. Que tarefa difícil é meter em alguém. Tarefa, aliás, extremamente bem executada por ele mesmo, o amigo switcher homem que eu comi o cu. Naquela tarde achei que nunca mais o faria novamente.
Pouco tempo depois, uma amiga me emprestou seu escravo, ela disse que o strap-on é prática, e só ela levaria a perfeição. E curiosamente naquele empréstimo eu descobri que o que mais me deu tesão em comer um homem, não foi o ato em si, mas a humilhação em negar a ele a masculinidade. Apesar do escravo da minha amiga ter prazer com a penetração anal e até admitir isso, ele se envergonha deste prazer, e só o faz se for forçado. Naquele dia eu descobri que o meu prazer maior na inversão de papéis, não estava na prática em si, mas na humilhação de tê-lo emasculado. Lembro que em determinado momento, ele ficou doido de tesão e tentou me acariciar e até teria trepado comigo se eu deixasse, mas uma frase que eu disse o humilhou mais que tudo: “Não respeito como homem aquele que eu como o cu.” O que nem é uma verdade de fato, trepei com meu amigo switcher mesmo depois de tê-lo comido, mas acho que só falei isso porque com ele, esta frase funcionou mais que um tapa na face.
Com M., meu masoquista preferido, eu tive certeza que o meu prazer com a inversão é realmente ligado a humilhação. Tanto, que não faço questão usar um cinto para enfiar um pau. Acho que homens ainda comem melhor que eu, e se ele quisesse realmente ser comido procuraria um e não uma mulher Dominadora. Costumo plugá-lo, obrigar o uso de calcinha, proibi-lo de me penetrar, exigir que me dê apenas prazer oral como se não fosse um homem… A inversão para M. é o fim, o cúmulo, terrível, mas ele se submete, porque o prazer dele é executar minhas mais loucas ordens, meu mais doido capricho.
Acho que até hoje, eu não gosto muito dessa coisa de fingir que tenho um pau, não necessito disso e nem me sinto muito à vontade. Deixo paus para quem tem e sabe usar melhor que eu. Ainda bem. No entanto, dentro do contexto da humilhação Dominadora/escravo, a inversão de papéis funciona como uma punição muito mais severa que o spanking, já que priva o escravo de exercer o poder do seu falo como macho e sim ser submetido à Dominante por um pau que nem de verdade é. Quase sempre o maior prazer da Dominadora é ver que apesar de gritar aos quatro ventos a sua heterossexualidade, a grande maioria rebola e geme de prazer diante da prática.

Inversão de papéis

Por Escravo Eunuco
A inversão de papéis em uma relação BDSM, a mulher (Domme) assume a postura ativa e o homem (escravo) a postura passiva. Esta troca tem como objetivo a humilhação e também a quebra da resistência psicológica do escravo, visto que o homem foi ensinado durante toda a sua formação que a ele cabe o papel de dominador, simplesmente por possuir entre as pernas aquilo que é o símbolo do poder: o pênis.
Sempre me defini com um submisso nato, com atitudes masoquistas e ávido pelo rebaixamento moral que essas práticas podem proporcionar a um escravo durante a sua emasculação. De todas as formas que minha Domme se utilizou em meu adestramento, sem dúvida, a inversão de papéis foi a experiência mais completa e intensa que pude vivenciar.
Depois de um bom período de anal training, onde meu ânus recebeu um tratamento visando obter a dilatação necessária para sessões de inversão e fisting, fui logo apresentado ao strap-on dildo de minha Domme. Adepto ao crossdressing, quase sempre me travestia de sissie, tornando o ato de dominação perfeitamente completo.
Invertido os papéis, a submissão passou a ter um outro sentido em minha vida de escravo. Posso afirmar que essa foi a forma que melhor materializou a necessidade que apresento de ser subjugado, chegando ao ponto de condicionar o meu prazer a esta prática.
Segundo minha Domme, o melhor castigo que ela poderia me infligir, não era os obtidos por técnicas punitivas como o spanking, mas sim alguns dias sem me possuir sexualmente. Para meu desespero, ela tinha total razão.
Fora do BDSM, fica praticamente insustentável para o escravo submisso uma relação dentro dos padrões normais, ou seja, uma readequação ao papel de dominador.
Quero deixar claro que “insustentável” não significa impossível, porém o prazer sexual jamais alcançará os mesmos níveis de satisfação física e mental.
O texto acima foi escrito especialmente para o Me And My 69 Hour Sex Life por Alves, para dar uma versão do submisso ao ato da Inversão de Papéis
 por:dr: David Alves

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

69 Hour Sex!: Inversão de papéis – Como Fazer!! Inversão de Papé...

69 Hour Sex!: Inversão de papéis – Como Fazer!! Inversão de Papé...: "Inversão de papéis – Como Fazer A possibilidade do prazer masculino com a estimulação anal é fato, mas nem por isso deixa de ser tabu. O pa..."

Inversão de papéis – Como Fazer!! Inversão de Papéis – Quando Ele se Torna Ela

Inversão de papéis – Como Fazer



A possibilidade do prazer masculino com a estimulação anal é fato, mas nem por isso deixa de ser tabu. O pavor que o heterossexual (masculino ou feminino) convicto tem com o simples vislumbre desse possível prazer é tal, que isso passa de geração em geração como um preconceito pra lá de concebido. Não tenho nenhuma intenção de estuprar mentes e forçar idéias, mas acho muito importante partilhar experiências e incentivar a discussão e reflexão sobre o assunto.

Nota da B.

Antes de tudo uma confissão em aberto. Já fui muito preconceituosa a respeito do prazer anal masculino. Pra mim, tratava-se de homossexuais enrustidos que não tinham coragem de aceitar outro homem sexualmente e então se contentavam com a carícia vinda de uma mulher como prêmio de consolação. O tempo foi passando e fui, lentamente, me permitindo experimentar e aceitando que existem outras possibilidades.
1ª lição
Apesar de eu acreditar que todo indivíduo é potencialmente bissexual, opinião extremamente particular, admito também que existem homossexuais convictos, assim como heterossexuais também. A bissexualidade pode ser uma ótima opção para quem quer uma vida sexual diversificada, mas não necessariamente é uma opção generalizada. Portanto, é extremamente preconceituoso de qualquer parte, homo ou hetero, achar que um homem que tenha prazer com a estimulação anal seja essencialmente homossexual.
D & G – A Traição
Neste texto eu conto como foi o meu primeiro contato com um homem que demonstrou sentir prazer anal. Da estranheza e preconceito ao prazer de dar prazer. É claro que em muitos pontos uso de liberdade poética, afinal, trata-se de um conto/relato erótico e a intenção dele é não apenas passar a informação, mas também toda a atmosfera de prazer. Ainda assim, há muita verdade nele, acho que vale ser lido.
2ª lição
Quem disse que existe maneira certa ou errada de ter prazer desta ou daquela forma? A construção de um tabu acontece e se estabelece de maneira velada ao longo de gerações. O indivíduo crê, mesmo sem uma opinião própria formada, que determinado comportamento é errado e sequer questiona, apenas assume como verdade. Acho que independente de assumirmos (ou não) determinadas preferências e levantarmos bandeiras (estar em evidência nem sempre é algo confortável) é importante manter uma mente livre para as possibilidades, aceitando ou não.
O Tabu do “fio-terra”
Este foi originalmente um comentário meu ao texto de um amigo de outro blog, Pequenos Delitos, chamado “A última trincheira“. Nele eu comento diferentes formas de dar prazer através da estimulação anal masculina. Neste texto em especial eu, uma adepta assumida de práticas sadomasoquistas, tento não vincular as práticas de estimulação anal e o prazer com isso ao BDSM, apesar de, particularmente, fazer uso dentro de meus jogos eróticos. O prazer a partir da estimulação anal independe do prazer BDSM.
3ª lição
Buscar informações é sempre importante. Vivemos em uma época maravilhosa, onde a informação é difundida muito democraticamente através de revistas, livros ou mesmo aqui, na internet, ainda que, eventualmente, nem toda fonte seja confiável, mas ter alguma informação é sempre melhor que não ter nenhuma. Quando me encantei com o prazer de dar prazer com a estimulação anal do parceiro, percebi que determinados cuidados se faziam necessários, tal qual a devida lubrificação da área, que originalmente não tem nenhuma lubrificação. Assim como o uso de preservativos nos acessórios ou luvas para a manipulação direta, por uma questão de higiene e prevenção de possíveis contaminações ou acidentes, principalmente com as unhas. No caso da massagem prostática, o desconhecimento da fisiologia masculina exige um pouco mais de sensibilidade e conhecimento, nada que uma vontade real de entender mais sobre o assunto não dê jeito.
Massagem Prostática
Este post é na verdade a resposta a pergunta de uma leitora. É bem didático, consegui inclusive um vídeo no youtube que ensina bem direitinho. Eu, que gosto de fazer brincadeiras de controle, eventualmente submeto meu parceiro ao milking só pelo meu prazer em controlá-lo. Quando isso acontece, ele quase sempre está usando o cinto de castidade. Mas isto é outra história. Uma brincadeira particular que eu e meu parceiro curtimos.
4ª lição
Eventualmente o prazer com a estimulação anal vem acompanhado de outras fantasias. O strap-on vem a ser a fantasia de ser literalmente fodido pela parceira com o auxílio de um acessório que é um dildo (pau de borracha), adaptado a uma cinta que anatomicamente firma o acessório ao corpo. Alguns homens submissos têm a fantasia de ser humilhado dessa forma, ser forçado a isso por uma mulher. Outros têm, não apenas este desejo, como também o da feminização forçada. Ser obrigado a vestir-se como mulher, constranger-se e paradoxalmente excitar-se com a prática. Definitivamente a mente humana é uma caixinha de surpresas. Nenhuma mulher precisa ter prazer com estas práticas, mas existem algumas (eu sou uma delas) que tem um prazer especial com a fantasia da Dominação.
Inversão de Papéis – Quando Ele se Torna Ela
Este texto para os não submissos, mas simpatizantes do prazer com a estimulação anal, pode constranger um pouco. Neste caso, ele serve apenas como ilustração de outra possibilidade que vai além do prazer com o ato, mas sim também com a fantasia da situação em si. E os que gostam de se sentir como mulheres, tem inclusive um relato masculino sobre o assunto no texto, verão que tal prazer não é um bicho de sete cabeças, desde que a parceira compartilhe da fantasia. Tais texto são importantes, pois eles levantam questionamentos. Esse texto é interessante, pois eu relato a minha relutância em experimentar o strap-on por causa do medo de me sentir machona, quando, no entanto, o fato de dar prazer ao outro é tão grande, que esquecemos qualquer tabu.
5ª lição
Partir pra prática é essencial e possível. É interessante, excitante e estimula e muito a criatividade. Se você é homem, tem uma parceira sexual de confiança e tem a fantasia, não tenha medo e ouse. O máximo que pode acontecer é não gostar. Por isso é tão importante ter um canal de discussão aberto com a parceira para falar do assunto. Se você é mulher e ainda vê com alguma estranheza a proposta do seu parceiro, relaxe. O preconceito inicial é natural, anormal é depois de todas as dicas acima ainda achar que o prazer de alguns (veja bem, não disse todos) homens com a estimulação anal seja mito ou sinônimo de homossexualidade. Acreditem… Homossexuais buscam um par do mesmo sexo e não o contrário.
Bedtime Stories
Permitir-se viver é sempre mais complicado do que se imagina, mas é preciso ousar. Já tive alguns relacionamentos com homens que tem este prazer e a grande maioria era heterossexual assumido. Por dois meses namorei e fui apaixonada por um homem masoquista, submisso, crossdresser (curtia se vestir de mulher) e bissexual. Tivemos muitos orgasmos juntos. Curiosamente, ele nunca penetrou em mim, mas eu ao contrário… Tínhamos um prazer inexplicável na cama. Inexplicável e especialmente sensual. Este texto mostra bem isso.
Espero com este texto informar, com conhecimento de causa, que o prazer sexual masculino com a estimulação anal não é mito, apesar de ser tabu. Se você que lê agora, homem ou mulher, e tem curiosidade, quer saber mais sobre o assunto saiba que os links que passei são contos/relatos de experiências vividas. Já fui preconceituosa, mas hoje, prefiro me embasar no conceito que, se dá prazer ao outro e não me causa dano algum, por que não experimentar e ver se gosto e tenho prazer também? Curiosamente eu gostei, mas… Sei que sou uma mocinha incomum.

por:Dr. David Alves

Sexualidade (e Homossexualidade) Através dos Tempos!!

Sexualidade (e Homossexualidade) Através dos Tempos




O Que é Sexualidade?

Sexualidade não significa apenas sexo. “Implica em dimensões variadas, sendo mais do que o genital ou para reprodução”. Refere-se a um conjunto de características psicológicas e comportamentais que define o sexo de uma pessoa, mas também envolve diferenças anatômicas, gênero (masculino e feminino), afetividade que cria laços com o outro, relação com o ambiente, produzindo identidades únicas.
Citação de Oswaldo Rodrigues Júnior, psicólogo, do Instituto Paulista de Sexualidade, no Diário do Grande ABC
E apesar de desde sempre a sexualidade humana ser um tema relevante, sempre foi também extremamente controverso. O contexto social foi preponderante no entendimento da mesma.

A Homossexualidade na História

A homossexualidade, por exemplo,  cujo conceito como é hoje sequer existia, ao longo de diferentes épocas já foi tanto promovida quanto repudiada.
Na Grécia antiga, é sabido que o relacionamento homossexual entre mestres e tutelados – inclusive a pederastia - era extremamente comum. No entanto, em 1895 Oscar Wilde, autor de O Retrato de Dorian Grey,  foi julgado e condenado a dois anos com trabalhos forçados por “cometer atos imorais com diversos rapazes”.
Mudam os tempos, muda a maneira de ver um mesmo tema.
Através de representações artísticas, é possível observar que desde a antiguidade a pluralidade sexual masculina sempre foi aceita (era muito comum o relacionamento sexual e afetivo entre guerreiros, independente de suas mulheres – que na contramão lhes era negada a manifestação de prazer – e filhos que fica

Cenas do filme Alexander, com Colin Farrel, em um tempo onde a bissexualidade masculina não era questionada.
vam para trás.
Alexandre – o Grande, dizem, foi um exemplo bem típico deste comportamento socio-sexual. Aliás, fica a dica do filme Alexandre, de 2004, que retratou não só as conquistas e glórias do grande conquistador, mas também sua sexualidade diversificada.
Período Clássico à parte… Vale lembrar que até 1973, quando a Associação Americana de Psiquiatria a retirou da lista de transtornos,  a homossexualidade (outrora chamada de homossexualismo) era considerada uma doença.


A Sexualidade e as Leis

E tão logo a sociedade se organizou, surgiram as leis, leis criadas pelos poderosos (Religião e Governo) para agradar suas necessidades.
O Código de Hamurabi, conjunto de leis criadas na Mesopotâmia, por volta de 1.700 a.C, pelo rei Hamurabi. Entre as leis, uma determinava que o casamento do homem seria com uma única mulher e que só poderia tomar uma segunda esposa se a primeira fosse estéril.
Citação de Peter Stearns, historiador Norte Americano, autor do livro História da Sexualidade, no Diário do Grande ABC
E apesar disso ter mudado aqui e ali, até os dias de hoje ainda é o poder (e nessa vale Executivo, Legislativo e também Religião) quem dita as leis do pode ou não pode do sexo. Da validação do nome de transsexuais, direito à adoção de orfãos por homossexuais,  à eterna luta pela legitimação da união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Ah, esses poderosos…

A Homossexualidade no Cinema

E o tema que ao longo dos anos sempre foi meio marginal, à partir dos anos 70 passou a ser recorrente no circuito comercial. Á princípio, com ares de drama extremamente velado em Um Dia de Cão (1975), indicado a seis Oscars e ganhador de uma por melhor roteiro original. Neste filme  a motivação do assalto era conseguir dinheiro para a mudança de sexo do amante homossexual de um dos assaltantes e foi baseado em fatos reais.
Mas foi posteriormente, com ares de pastelão (A Gaiola das Loucas, 1978, inclusive com indicações ao Oscar), o que provavelmente foi um facilitador, afinal o humor sempre abre portas para os temas mais diversos que o tema ganhou o circuitão. Até então, a homossexualidade não havia sido retratada como um relacionamento natural, estável e saudável entre duas pessoas, havia sempre uma conotação de promiscuidade ou doença.
Desde então o cinema tem flertado aqui e ali com personagens homossexuais. Nota especial para o excelente As Horas (2003), baseado na obra Mrs Dalloway de Virgínia Wolf, onde a homossexualidade feminina é abordada em três histórias que se confundem, mesmo sendo contadas em diferentes épocas (anos 20, 2ª Guerra e dias atuais) e contextos sociais.
No entanto, foi  em 2005, com Brokeback Mountain, do diretor Ang Lee, que o cinema revolucionou contando a história de amor de dois cowboys (entre 1963 e 1981) e abriu ao mundo o tema sem tabus. Sendo, inclusive, indicado a oito Oscars e vencedor de três.
E depois da bela e triste historia de amor de Brokeback Mountain, outras histórias foram contadas, outros aspectos sociais. É o caso de Milk (2008), que conta a história da campanha do primeiro  político assumidamente gay dos Estados Unidos.
Ou do recente Minhas Mães e Meu Pai (2010), ainda em cartaz, onde um casal de lésbicas decide ter filhos através de inseminação artificial, engravidam de um mesmo doador e, anos mais tarde, seus filhos decidem conhecer o doador/pai biológico.
Ou seja, mudam os tempos, mudam os conflitos, mas o assunto nunca sai de evidência. Acredito que quanto maior o debate, maior a reflexão e as mudanças.
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por:David Alves

Dicas para você fazer amor usando!!Emails, ligações, posts, twitts, torpedos!!!

Dicas para você fazer amor usando posts, twitts e torpedos.

por:Dr. David Alves 
  
Mariana Alves, repórter do jornal  rio de janeiro, Agora Lisboa, do grupo Folha, me enviou um email pedindo ideias para uma matéria sobre “paquera eletrônica” para a capa da Revista da Hora, que sai aos domingos em Portugal.
De cara, indiquei o texto “Como conquistar a mulher dos seus sonhos via SMS” (que fiz para o Papo de Homem) e falei do projeto LoveCode.
Lembrei da história da Marina Santa Helena e do Ian Black, que se conheceram pelo Orkut, e do Junior WM (o Dr. Drinks do PdH), que pediu sua mulher em casamento via Twitter. Eles também foram entrevistados e saíram na revista.
Depois, ao telefone, conversei com ela explicando que tecnologia não é só Facebook e Twitter: usando apenas um telefone é possível fazer muita coisa. Contei a história da ligação silenciosa, ela adorou e acabou focando nisso ao entrevistar a Isabella.
A sessão de fotos foi estranha. A gente se sentiu bastante desconfortável, parecendo uns bobos, mas nada melhor pra tirar a seriedade da vida do que pagar um belo mico e passar vergonha.
Além do box sobre o casal, saiu uma página com dicas para envolver o parceiro usando novos meios digitais, um resumo do texto que enviei para ela e do clássico post do Ian Black: “Xaveco Arte – Receita para um encontro à distância”.
A identidade da matéria é bem teen, mas é isso aí: o que importa é espalhar o amor pelo mundo. ;-)
Compartilho aqui o texto que enviei e não foi publicado na íntegra.

Emails, ligações, posts, twitts, torpedos…

O amor é bicho esperto, camaleão. Usa de tudo para poder se expandir, como um rizoma, por baixo, por cima, por dentro.
Sendo assim, é possível usar as várias tecnologias disponíveis (do mais simples celular a um complexo sistema na web) para enriquecer a relação, envolver o outro, tocá-lo de outra maneira. Surpreender, brincar, jogar com o parceiro.
Podemos explorar as linguagens da tecnologia como um artista. SMS, email, telefone, video-chat… Cada forma de relação oferece vantagens e limites. Um bom homem sabe usar a tecnologia para envolver sua mulher, dançar à distância, conduzi-la de um lado a outro. A técnica pouco importa.
Eis algumas ideias para solteiros ou casados:

Envie emails como se fosse outra pessoa

Brinque com diferentes perspectivas usando um simples email. Convide-a para uma noite de salsa por meio de seu assistente cubano, mude a assinatura, escreva de outro jeito, diga para ela confirmar a presença com ele, não com você. Eu mesmo já troquei diversos emails com minha namorada assinando como “Sarah, assistente do Sr. Gitti para assuntos amorosos”. Além da diversão, as identidades imaginárias abrem um espaço de liberdade para que o outro fale coisas que normalmente não falaria.

Ligação com viagem no tempo

Tecnologia antiga, mas eficaz. Às vezes costumo ligar como se estivesse em outro tempo e a ligação fosse gravada. Falo sem parar, ignoro quando ela tenta interromper e aproveito para brincar muito. Ligo no dia seguinte como se estivesse na manhã anterior: “Oi, a gente vai se ver hoje à noite, estou inseguro, queria muito te agarrar, não sei se você quer”. Ela ri, claro, afinal a noite de sexo já aconteceu.

Crie um blog secreto para ela

Ideia explicada em detalhes no segundo texto da série “Meios hábeis do amor”.

Jantar misterioso via SMS

Em vez de marcar um encontro do modo convencional, não informe logo de cara data, horário e local. Para a data, envie uma pergunta por SMS. Para ela descobrir o horário, proponha um desafio ou tarefa. E enfim diga a ela para ir a um local perto do restaurante, alguma livraria (a Fnac da Av. Paulista, por exemplo, se você for levá-la ao The View, que fica em frente). Diga para ela confiar em você (sempre por SMS) e no último minuto vá até ela e leve-a até o restaurante.



Declaração pública pelo Twitter

Você não precisa seguir o exemplo daqueles que já usaram o Twitter para pedir em casamento. Basta escrever para sua parceira elogiando ou descrevendo sua paixão publicamente. Mulher adora isso. Tenho um amigo que sempre escreve algo do tipo: “Sou casado com a mulher mais linda do mundo”. Outra opção é fazer uma série de mensagens sobre sua relação. Eu, por exemplo, fiz a série “Namorar é…” com várias cenas da vida a dois.

Audiotour pela cidade

Fiquei fascinado com esse projeto da Mostra SESC de Artes de 2007. Um percurso de uma hora no qual as pessoas são guiadas por um MP3 Player e caminham por vários locais da cidade em busca da resolução de um mistério policial. Por que não fazer isso com sua mulher? Faça você mesmo o percurso gravando as orientações e coordenadas em áudio. Depois anexe o MP3 a um email para ela indicando o local de partida para ela dar play e sair andando com fones de ouvido. Você pode deixar algum presente escondido debaixo do banco de uma igreja, fazer o percurso acabar em um restaurante com você dentro ou em uma loja na qual todas as atendentes já estão avisadas: “Olha, eu deixo pago e ela compra o que ela quiser dentro desse valor, pode ser?”.



P.S.: Na Cabana sexo 69, estamos reunindo todas as brincadeiras desse tipo já realizadas pelos participantes (são muitas, sempre me surpreendo com a criatividade dos caras). Vai virar um PDF e, depois de mais ideias e relatos, quem sabe um livro?

Dicas para se tornar um conquistador de primeira !!

Dicas para se tornar um conquistador de primeira

Postado Dr.David Alves 
Sua mira para mulheres anda meio comprometida? Você atira pra todos os lados e nenhuma gata entra na sua? Se você está decepcionado com seu atual poder de conquista, é hora de rever seus conceitos. Confira algumas dicas de como mudar de atitude e fazer um upgrade no seu nível de sedução:

Pare de pensar que mulher é tudo igualO segredo para conquistar as mulheres é entender que cada uma delas é única e, consequentemente, especial. Por isso, evite fórmulas generalizadas e fuja dos clichês. Nada de ficar fazendo o joguinho, fingindo que não está nem aí e bancando o difícil. Aja naturalmente e, com cautela, demonstre seu interesse. Se você não jogar a isca,dificilmente ela vai cair na sua rede.

Não se subestimePensar que o alvo da sua conquista é muita areia para o seu caminhãozinho já é começar errado. Mesmo que você a considere top, não se sinta inferior. Quem sabe aquela gata não está precisando justamente de um cara legal, alegre, simpático e cheio de amor pra dar, assim como você?! Entre nessa batalha de igual pra igual.
Não se precipiteVocê já deve ter ouvido falarem por aí que as mulheres preferem os homens do estilo “macho alfa”: aqueles que já chegam chegando, com comportamento a la homem das cavernas. Claro que existe sim quem gosta disso, mas tratar a garota como um pedeço de carne logo de primeira é algo totalmente ultrapassado. Por isso, maminha, picanha e chuleta não devem ser suas prioridades na hora da conquista. Fique na saladinha e espere para saborear o prato principal quando for a hora.

Seja cavelheiroPor mais que queiram direitos iguais, elas gostam mesmo é de homens gentis e cavalheiros. Não precisa levantar pra puxar a cadeira no restaurante nem ficar beijando a mão da moça,mas tratá-la com um pouco mais de atenção e delicadeza sempre é ponto positivo.

Não tire conclusões precipitadasPensamentos do tipo “ela me mandou um e-mail, isso quer dizer que ela me ama” ou “transou no primeiro encontro, não deve ser garota séria” devem ser abolidos de vez da sua mente. Não custa deixar o lance rolar pra ver no que realmente vai dar, não é mesmo?! No fim, você pode se surpreender!

e ae aprendeu ou nao?

Saiba o que os homens não toleram nas mulheres!!

Saiba o que os homens não toleram nas mulheres

 

Há coisas que homens não toleram. Não, não é a TPM ou o mau-humor típico de segunda-feira pela manhã. São coisas que julgamos relativamente sem importância, mas que vão desgastando a convivência ou por serem escatológicas, ou terem a ver com manhas e chatices típicas de mulheres implicantes. É sempre bom dar uma olhada nesta listinha e fazer um balanço de quantas vezes você (mulher) ja cometeu deslizes como esses no dia-a-dia. Preparada?

Avisar que vai fazer xixi.
Por que, sem exceção, todas as mulheres quando vão ao toalete anunciam? Seja na mesa do bar, no restaurante, numa noite romântica, num momento mais esquisito que seja, ela levanta-se e anuncia sem cerimônia: – Vou fazer xixi. Ora bolas, precisa? Avise que vai ao toalete e retire-se discretamente. E aos homens, não precisam rasgar o verbo também, tal como: -vou mijar! Péssimo para ambos.

Depilar as pernas com a lâmina de barbear, principalmente a nossa.Agora quando se está num momento prazeroso, na cama, aquele encontro de corpos e de repente você sente uma lixa (isso mesmo, para nós parece lixa!) na sua perna, afirmo que não é nada agradável a sensação. Tem mulheres que por preguiça ou pressa acabam removendo os pelos das pernas no banho, com a lâmina de barbear, assim como nós fazemos a barba. Mas isso engrossa o pêlo, ou acha que eu “pinico” quando fico sem fazer a barba por qual razão? E se usam a nossa lâmina? Acabam com o fio. Mulheres, cera nas canelas! É higiênico, dura mais e a sensação no toque é ótima! E nada de lâmina nas axilas também!!!
Cismar que há sempre mulheres maravilhosas onde trabalhamos, vamos ou estamos.Eu, como homem solteiro, vou perguntar para os amigos casados ou que estão namorando onde as respectivas deles acham que estão todas essas mulheres maravilhosas, gostosas e atenciosas que elas acham que virão para cima de nós como uma leoa caçando uma presa. Seja no trabalho, no happy hour, no estádio, no jantar de negócios e até na entrevista de emprego, elas sempre acham que haverá um mulherão que irá nos seduzir e abusar de nossos corpos. Expliquem isso para os solteiros, porque raramente isso acontece e essa insegurança toda cansa muito.
Demorar para se arrumar ao ponto de atrasarem.E por fim, a natureza foi bondosa com as mulheres fazendo-as lindas, maravilhosas, mas que por uma razão mal explicada até hoje demoram mais de uma hora para se arrumar. É o banho com um condicionador especial, o cabelo, a maquilagem, eventualmente remover algum pelinho (com a pinça, por favor!), a escolha da roupa, o conjunto sapato e bolsa, o creme para o corpo, o hidratante, etc. Entendo que vocês fazem isso para vocês mesmas, que é importante e que também pensam em nós ao fazerem isso. Adoramos, juro! Mas precisam começar tarde e atrasar para sair? Comecem antes, não nos façam ficar olhando para o nada, amarrotados no sofá ou no quarto enquanto você reclama que não está contente com os brincos que colocou. Queremos vê-las lindas, mas não precisa ser em 3 horas.

Existem também as gafes imperdoáveis:1) Usar aquele camisetão largado e pantufas;
2) Entrar  no banheiro e fazer xixi/cocô enquanto ele toma banho;
3) Arrotar e ter crises de flatulência;
4) Fazer aquele jantarzinho delicioso e não tomar banho antes de sentar à mesa;
5) Falar mal ou fazer piadas dele em frente aos amigos.

E aí mulheres passaram no teste? E vocês homem o que acharam num é verdade?

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Uma historia de Amor com um final quase Feliz!!


Uma historia de Amor com um final quase Feliz.



, Ana se lembrava bem. Como em todos os outros dias, ela se levantou, entrou embaixo do chuveiro, lavou seus cabelos, colocou uma roupa, comeu algo e foi pra escola. Quando chegou em casa, abriu seu MSN. Um convite novo. 'Aceite', pensou ela. Foi por sua intuição, sempre ia. Era um garoto, chamado Bruno. Os dois começaram a conversar. Com o tempo descobriram que gostavam das mesmas bandas, das mesmas comidas, do mesmo tudo. Tinha quase tudo em comum, exceto uma coisa: a cidade. O garoto morava em Londres. A garota, em Bolton, uma pequena cidade ao sul da Inglaterra. Eles começaram a conversar mais e mais. Cada dia mais, cada vez mais. A mãe de Ana achou que estava viciada em internet, o que realmente estava. Ela estava certa, Ana não podia contrariá-la. A garota era apenas muito preocupada com seu futuro, não deixava de fazer lições de casa para entrar no computador. Mas assim que acabava, ligava logo o aparelho. Era também o caso de Bruno.O garoto sempre que chegava da escola deixava o computador ligado, com o Messenger aberto. Desligava a tela do computador, e fazia a lição. Sempre tinha pouca, então ficava esperando Ana, até 6 da tarde, que era quando a garota entrava, mais ou menos.
Os dois começaram a conversar aos 17 anos, e foi assim. No começo dos 18 anos, aconteceu a coisa mais esperada pras amigas de Ana (sim, porque as amigas sabiam de tudo, e esperavam há cerca de 9 meses algo acontecer): Bruno a pediu em namoro.
E foi assim, se conheceram por um computador, namoravam por um computador. O que os dois tinham era maravilhoso. Uma coisa que as amigas de Ana jamais haviam experimentado, ou ouvido falar. Nem mesmo na ‘vida real’. Eles confiavam um no outro mais que qualquer casal que todas as amigas de Ana já tinham visto, ou ouvido falar. Isso requer, realmente, muita confiança. E eles se amavam. Quando as amigas de Ana passavam o dia na casa da garota, elas viam a conversa. Elas conseguiam sentir o amor.Eles estavam completa e irrevogavelmente apaixonados. Não havia nada que mudaria aquilo. O tempo passou, os dois ficavam mais apaixonados a cada dia (o que ia totalmente contra as idéias de Marcela, amiga de Ana. A garota pensava que a cada dia que se passasse, a tendência era o amor se esvair. Eles provaram que estava errada). Todo dia de manhã, na hora da aula dos dois, Bruno ligava para a garota. A acordava, para começarem o dia com a voz um do outro. Um dia o garoto apareceu com a boa notícia: ele conseguiria ir para Bolton. Passaria um dia lá, pois viajaria.
Eles se encontraram à noite, em frente à ex-escola de Ana. Ela conversou com o garoto. Ana não quis beijá-lo.
- Vou ficar dependente de você. Sei que você é uma droga pra mim, é viciante. Então se eu te beijar hoje, não vou conseguir ficar mais um minuto longe de você. A gente vai se reencontrar. E ai, vamos ficar juntos pra sempre. Ela disse e o abraçou. Com mais força do que já abraçou outra pessoa. E o garoto se contentou em encostá-la. Ele sabia que o que Ana estava falando era verdade. Eles IRIAM se encontrar. E IRIAM passar o resto da vida juntos. Ele tinha certeza que ela era o amor da vida dele. Bom, agora a ‘maldita inclusão digital’ se transformou na melhor maldita inclusão digital.
O tempo passou rápido quando eles estavam juntos. Se divertiram muito, e Bruno gostou da simpática cidade da sua namorada. Ele foi embora no dia seguinte, cedo demais para conseguirem se despedir.
O tempo passou, e o amor dos dois só ia aumentando. Passaram-se 6 meses desde que Ana tinha conhecido seu namorado pessoalmente, e Marcela ainda não entendia por que eles não tinham se beijado.
- Any, você já parou pra pensar que pode ter sido uma chance única?! Você foi idiota, você sabe disso, né? – A garota dizia, sempre culpando Ana.
Mas ela sabia o que era melhor pra ela. Já tinha cansado de explicar para Marcela. Não explicaria mais uma vez. Haviam 9 meses que os dois namoravam, e um ano que se conheciam.
Eles se amavam muito, mais que qualquer pessoa que as amigas e amigos do casal já tinha visto. Um dia, Bruno apareceu com a notícia: ele conseguiu uma bolsa em uma faculdade em Bolton, e se mudaria para a cidade tão desejada.
Ana se chocou com isso. Por semanas se perguntou se sacrificaria o tanto que o garoto iria sacrificar por ele. Mas ela não era a maior fã de pensamento. Isso a fez mal.
- Any, deixa de ser besta. Você o ama, até eu posso perceber isso! E você sabe, eu não sou a pessoa mais esperta do mundo. – Marcela disse, encorajando a amiga.
- Eu sei, Marcela, mas... Ele tá desistindo da vida toda dele em LONDRES pra vir pra BOLTON! Por mim! – Ana disse – E pela bolsa que ele ganhou na faculdade, mas é mais por mim, ele me disse.
- Ana, presta atenção. – Ana olhou pra amiga. – Você não sabe quantas meninas invejam você. Não sabem mesmo. Eu, por exemplo, te invejo demais. Daria qualquer coisa pra ter um namorado como Vocês confiam tanto um no outro, e se amam tanto. Eu tenho até nojo de ficar no quarto com você quando você ta conversando com ele. É um amor que se espalha no ar, que nossa senhora! Eu consigo sentir os coraçõezinhos explodindo pelo quarto. Ai fica tudo rosa, e você fica com uma cara de sonho realizado pro computador! Any, pára de subestimar o que você tem. Deixa de ser idiota.
- Você é um amor, sabia? Marcela, não sei. Não dá. Eu não desistiria de tanto por ele, e eu acho injusto ele desistir de tanto por mim.
Marcela bufou. Porque a amiga tinha que ser tão burra?
Meses se passaram, o tempo passava rápido. Ana não terminaria o namoro por messenger, frio demais. Ela esperaria o namorado chegar.
A garota tentava adiar o máximo possível, por mais que quisesse ver o garoto de novo. Ele tinha um cabelo lindo, e olhos mais ainda. Ana conseguiria ser invejada por todas as garotas da cidade se fosse vista com ele. Mas ela não queria inveja. Queria seguir o seu coração.
Quanto mais Ana queria adiar a situação, mais as horas corriam, e com elas os dias, as semanas, as quinzenas, os meses. O ano.
Chegou o dia; Ana esperou o seu futuro-ex-namorado onde se encontraram meses atrás.
Ela negou o beijo mais uma vez. O namorado ficou sem entender, mas aceitou.
- Olha, eu tenho que conversar com você.
- Diga. – Bruno sorriu.
- Quando você me disse ‘Vou me mudar pra Bolton’, eu fiquei feliz. Mais feliz que já fiquei há muito tempo. Mas depois eu comecei a pensar se faria o que você ta fazendo por mim. Você desistiu de toda sua vida em Londres, Bruno.
- Eu sei. Pelo melhor motivo na face da Terra.
- Não, não é. Eu sinto que eu não to sendo justa com você. E sem ser justa com você, eu não sou justa comigo. Eu não sei se eu faria o que você fez. Eu acho que não. Eu sou egoísta demais, eu não sei. Não quero mais ser injusta com ninguém, não quero dormir pensando isso. Há meses eu penso nisso, e fico com peso na consciência. E, de verdade, eu não sei se seu amor é o suficiente pra mim. – A garota disse e virou as costas. Foi andando para a sua casa. E ao contrario de momentos tristes clichês (n/a: eu odeio clichês), não estava chovendo. O céu estava azul, o sol brilhava, como raramente acontecia em Bolton. Mas o que estava dentro de Bruno (e de Ana) não era assim tão brilhante.
Para Ana chegar em casa, tinha de passar pela frente da casa de Marcela – era esse o motivo de um sempre estar na casa da outra; elas moravam lado a lado. A garota passou correndo, chorando, enquanto Marcela estava na janela. Marcela saiu correndo de casa – ignorando completamente o estado critico em que se encontrava: blusa dos ursinhos carinhosos, cabelo preso em um rabo-de-cavalo mal ajeitado, short curto de florzinhas e pantufas do tigrão – indo logo para a casa da amiga. Ela bateu a campainha, e a mãe da amiga atendeu. Disse que podia subir as escadas, Ana estava em seu quarto.
Marcela subiu correndo, tropeçou, quase caiu 3 vezes – ‘Malditas escadas enormes’, pensava – mas chegou ao quarto em segurança (lê-se sem sangue escorrendo pela cara).
- Any! O que foi, amor? – A garota encontrou a amiga deitada, chorando em sua cama.
- O Bruno! – Ana não conseguia falar direito. Por essa mini-frase Marcela tinha entendido. Não tinha mais Ana e Bruno pra sempre e sempre e sempre e sempre. Agora era Ana.
A garota aprendeu a viver com a dor. Passaram-se 5 anos, Bruno estava formado em direito, era um advogado de sucesso, ainda morando em Bolton – nunca largaria a cidade que abrigava seu, ainda, maior amor. Ana era uma fotógrafa de sucesso, ganhava a vida fotografando famosos de todo mundo – mas não saíra de Bolton também, amava a cidade com todas e cada fibra de seu ser.
Bruno era melhor amigo de Ana, Ana era melhor amiga de Bruno. Ana tinha um noivo, um executivo de sucesso, que vivia de Londres pra Bolton, de Bolton pra Londres. Já Bruno sabia: por mais que tentasse achar alguém igual à Ana, não conseguiria. Só ela seria o amor da sua vida, que ele amava excepcionalmente. Nunca iria mudar. Ana iria passar algum tempo fora da cidade, iria para a capital, fotografar uma banda inglesa. Iria dirigindo à Londres – depois de tanto custo para tirar a carteira de motorista, agora queria mostrar ao mundo que tinha um carro e sabia guia-lo.
Um carro. Dia chuvoso. Pista dupla. Um caminhão. Visão confundida. Bebida em excesso. No que isso poderia resultar? Não em uma coisa muito boa, com certeza. O caminhão bateu de frente com o carro de Ana. Ela não estava muito longe de Bolton, portanto ela foi levada para um hospital na cidade. O seu noivo, por sorte, estava em Bolton. Foi avisado, depois os pais, Marcela. E por ultimo, Bruno.
Ele se apressou em chegar ao hospital que Ana estava internada. Ele chegou antes mesmo de Felipe, noivo da garota. Bruno andou por corredores com luzes fluorescentes fracas, brancas, o que aumentava a aflição dele.Como estaria Ana? A SUA Ana? Ele nunca imaginou nada de mal acontecendo à SUA Ana. Ela sempre seria dele, amiga ou namorada. Seria dele.
Achou o quarto em questão, 842. Abriu a porta com cautela, e viu a imagem mais horrível que jamais poderia ter imaginado: Ana, sua Ana, deitada em uma cama de hospital, com ferimentos por todo o rosto e braços – as únicas partes de seu corpo que estavam aparentes. Ele chorou. Não queria ver a pessoa que ele mais amava em todo o universo daquele estado. ‘Frase clichê’, pensou, ‘mas porque não eu?’. As lágrimas caiam com força. Ele saiu do quarto com a visão embaçada pelas lágrimas; não sabia o que podia fazer.Ele foi para o lugar do hospital em que se era permitido fumar, e fez uma coisa que não fazia desde que tinha conhecido Ana: acendeu um cigarro. Começou a fumar, e ficou sozinho lá, encarando a parede. Imaginando se teria sido diferente se ele tivesse continuado em Londres. Ele lembrava, foi quem apoiou o curso de fotografia. - Ah, cara... – Ana chegou se lamentando.
- Que foi, Any? – Bruno sorriu.
- Eu tenho que escolher o que eu vou fazer da vida, mas... É difícil demais!
- Eu sei bem como é... Porque não tenta fotografia? – Bruno apontou para a máquina digital, que agora estava nas mãos da garota. – Eu sei que você adora tirar fotos.
- Bruno, sabia que você é um GÊNIO? – Ana sorriu e abraçou o melhor amigo. SEU melhor amigo.
Se ele não tivesse sugerido o curso, Ana não estaria no hospital à essa hora. Os pensamentos profundos do garoto foram cortados quando a porta se abriu, fazendo o garoto estremecer.
- Ah, que susto, doutor. – Bruno se virou.
- Desculpe. Você é Bruno, certo?
- Certo.
- Bom, você tem bastante contato com Ana, certo? – Bruno balançou a cabeça positivamente. – Nesse caso, eu sinto muito. Para sobreviver, a Ana precisaria de um coração novo.
A lista de espera por um coração é grande, e não sei se ela conseguirá sobreviver até chegar sua vez de receber um novo coração.
Como poderia viver em um mundo sem Ana?! Saiu do lugar. Não podia esperar as coisas acontecerem, e ele ser egoísta e ficar em seu mundo, fumando até Ana ir pra outro lugar. Ele pegou um papel, uma caneta e escreveu um endereço, e um horário, uma hora depois daquilo. Entregou para o noivo de Ana, que agora estava na sala de espera.
- Já foi vê-la? – Perguntou Bruno. O noivo negou com a cabeça.
Ele saiu andando, saiu do hospital. Foi para seu escritório, pegou 3 papéis grandes e digitou 3 cartas. Uma para os pais. Uma para Ana. E uma sobre os desejos que tinha.Ele tomou um remédio depois disso. E dormiu, lenta e serenamente, dormiu. Não acordaria mais. Quando o noivo de Ana chegou, encontrou Bruno deitado no chão, sem pulso. Estava morto. Em cima da mesa, 3 cartas. Um recado para ele: "Eu não gosto de você. Nunca vou gostar. Mas mesmo assim, você tem que fazer algo que não poderei fazer. Leve meu corpo para o hospital, com essa carta em cima dele. A carta que está em cima das outras. Após isso, entregue a segunda carta para Ana quando ela acordar. E quando a noticia da minha morte chegar, entregue a terceira para os meus pais."
Assim acabava a carta. Felipe não acreditava no que lia. Não acreditou, e nem precisava. Correu para o hospital em seu carro. Ele entregou a carta e o corpo do homem, que agora estava ainda mais branco. Aconteceu na hora; o coração dele foi tirado e levado para Ana. Quando ela acordou, não muito depois, viu os pais dela, seu noivo e os pais do namorado de 6 anos atrás. Eles sorriam e choravam; ela não entendeu. Foi quando viu a carta com a letra dele, escrito o nome dela. Ela pegou a carta e leu, então. "Meu amor, bom dia. É hora de acordar. Eu não pude te ligar hoje, você estava ocupada. Por isso deixei essa carta. Sabe, eu não vou estar ai por um bom tempo, as pessoas sabem quando a sua hora chega. E eu aceitei a minha com a mesma felicidade que eu tinha quando te vi na frente da sua escola. A minha hora chegou quando seu fim estava próximo.Eu te prometi que te protegeria de tudo e qualquer coisa que acontecesse, e mesmo sem chamar, eu estive lá. Desta vez não me chamou, quis resolver sozinha, eu não podia deixar. Eu resolvi dar um fim então. Eu estava ficando cansado, o trabalho pesava demais. Mas porque agora? Eu não sei. Mas não teria sentido eu viver em um mundo que você não existe. Então eu decidi ir antes e ajeitar as coisas. Pra daqui a alguns anos nós conversarmos aqui na minha nova casa. Agora eu tenho que ir, meu amor. Esse coração no teu peito, esse coração que bate no teu peito. É o mesmo coração que está inundado do amor que você disse não ser o suficiente. É o mesmo coração que lhe dava amor todo dia. Por favor, cuide bem dele. Agora eu preciso ir, preciso descansar um pouco. Eu vou estar sempre contigo. Eu te amo !
PS: Não sei se vou conseguir te acordar amanhã. Você me perdoa por isso?"
Então ela chorou. Chorou e abraçou os pais, os pais dele. Chorou como nunca, e tremia por tantas emoções passarem por seu corpo. Ana encarou o noivo. Terminou o noivado naquele dia. Não adiantava esconder algo que estava na cara: ela amava Bruno, e seria sempre o SEU Bruno. ELE era o homem de sua vida, não Felipe. O homem que sempre esteve lá, amando-a ao máximo. Em qualquer momento.
Ela chorou muito, e seguiu a vida. Todos os dias ela lembrava de Bruno. Viver em um mundo sem ele não fazia sentido. Mas não desperdiçaria todo o amor e que estava dentro dela. Ela podia sentir seu coração batendo. Ela lembrava a cada momento, que mesmo separados eles estavam juntos. Mas apenas uma coisa fazia seu coração se apertar, se contorcer de dor. Que fazia uma lágrima se escorrer sempre que pensava nisso.
Ela sentia falta daqueles beijos. Dos beijos que foram negados. Mas ela foi feliz. Morreu com seus oitenta e tantos anos. Mas era sempre feliz. Afinal,
O coração do homem de sua vida batia dentro dela.

importante.importante.importante.importante.
 O importante não são quantas pessoas telefonam pra você, nem com quem você saiu ou está saindo.Também não importa se você nunca namorou. O importante não é quem você beijou. O importante não são seus sapatos, nem seus cabelos, nem a cor da sua pele, nem onde você mora, que esporte você pratica ou o colégio que freqüenta. Na verdade, o importante não são suas notas, seu dinheiro, suas roupas ou se passou na faculdade. Na vida, o importante não é ser aceito ou não pelos outros. O importante na vida é quem você ama e quem você fere. É como você se sente em relação a você mesma. É confiança, felicidade e compaixão. É ficar do lado dos amigos e substituir o ódio por amor. O importante na vida é evitar a inveja, não querer o mal dos outros, superar a ignorância e construir a confiança. É o que você diz e o significado de suas palavras. É gostar das pessoas pelo que elas são e não pelo que têm. Isso é importante.importante.importante.importante.
por:Dr.David Alves