quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sexualidade (e Homossexualidade) Através dos Tempos!!

Sexualidade (e Homossexualidade) Através dos Tempos




O Que é Sexualidade?

Sexualidade não significa apenas sexo. “Implica em dimensões variadas, sendo mais do que o genital ou para reprodução”. Refere-se a um conjunto de características psicológicas e comportamentais que define o sexo de uma pessoa, mas também envolve diferenças anatômicas, gênero (masculino e feminino), afetividade que cria laços com o outro, relação com o ambiente, produzindo identidades únicas.
Citação de Oswaldo Rodrigues Júnior, psicólogo, do Instituto Paulista de Sexualidade, no Diário do Grande ABC
E apesar de desde sempre a sexualidade humana ser um tema relevante, sempre foi também extremamente controverso. O contexto social foi preponderante no entendimento da mesma.

A Homossexualidade na História

A homossexualidade, por exemplo,  cujo conceito como é hoje sequer existia, ao longo de diferentes épocas já foi tanto promovida quanto repudiada.
Na Grécia antiga, é sabido que o relacionamento homossexual entre mestres e tutelados – inclusive a pederastia - era extremamente comum. No entanto, em 1895 Oscar Wilde, autor de O Retrato de Dorian Grey,  foi julgado e condenado a dois anos com trabalhos forçados por “cometer atos imorais com diversos rapazes”.
Mudam os tempos, muda a maneira de ver um mesmo tema.
Através de representações artísticas, é possível observar que desde a antiguidade a pluralidade sexual masculina sempre foi aceita (era muito comum o relacionamento sexual e afetivo entre guerreiros, independente de suas mulheres – que na contramão lhes era negada a manifestação de prazer – e filhos que fica

Cenas do filme Alexander, com Colin Farrel, em um tempo onde a bissexualidade masculina não era questionada.
vam para trás.
Alexandre – o Grande, dizem, foi um exemplo bem típico deste comportamento socio-sexual. Aliás, fica a dica do filme Alexandre, de 2004, que retratou não só as conquistas e glórias do grande conquistador, mas também sua sexualidade diversificada.
Período Clássico à parte… Vale lembrar que até 1973, quando a Associação Americana de Psiquiatria a retirou da lista de transtornos,  a homossexualidade (outrora chamada de homossexualismo) era considerada uma doença.


A Sexualidade e as Leis

E tão logo a sociedade se organizou, surgiram as leis, leis criadas pelos poderosos (Religião e Governo) para agradar suas necessidades.
O Código de Hamurabi, conjunto de leis criadas na Mesopotâmia, por volta de 1.700 a.C, pelo rei Hamurabi. Entre as leis, uma determinava que o casamento do homem seria com uma única mulher e que só poderia tomar uma segunda esposa se a primeira fosse estéril.
Citação de Peter Stearns, historiador Norte Americano, autor do livro História da Sexualidade, no Diário do Grande ABC
E apesar disso ter mudado aqui e ali, até os dias de hoje ainda é o poder (e nessa vale Executivo, Legislativo e também Religião) quem dita as leis do pode ou não pode do sexo. Da validação do nome de transsexuais, direito à adoção de orfãos por homossexuais,  à eterna luta pela legitimação da união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Ah, esses poderosos…

A Homossexualidade no Cinema

E o tema que ao longo dos anos sempre foi meio marginal, à partir dos anos 70 passou a ser recorrente no circuito comercial. Á princípio, com ares de drama extremamente velado em Um Dia de Cão (1975), indicado a seis Oscars e ganhador de uma por melhor roteiro original. Neste filme  a motivação do assalto era conseguir dinheiro para a mudança de sexo do amante homossexual de um dos assaltantes e foi baseado em fatos reais.
Mas foi posteriormente, com ares de pastelão (A Gaiola das Loucas, 1978, inclusive com indicações ao Oscar), o que provavelmente foi um facilitador, afinal o humor sempre abre portas para os temas mais diversos que o tema ganhou o circuitão. Até então, a homossexualidade não havia sido retratada como um relacionamento natural, estável e saudável entre duas pessoas, havia sempre uma conotação de promiscuidade ou doença.
Desde então o cinema tem flertado aqui e ali com personagens homossexuais. Nota especial para o excelente As Horas (2003), baseado na obra Mrs Dalloway de Virgínia Wolf, onde a homossexualidade feminina é abordada em três histórias que se confundem, mesmo sendo contadas em diferentes épocas (anos 20, 2ª Guerra e dias atuais) e contextos sociais.
No entanto, foi  em 2005, com Brokeback Mountain, do diretor Ang Lee, que o cinema revolucionou contando a história de amor de dois cowboys (entre 1963 e 1981) e abriu ao mundo o tema sem tabus. Sendo, inclusive, indicado a oito Oscars e vencedor de três.
E depois da bela e triste historia de amor de Brokeback Mountain, outras histórias foram contadas, outros aspectos sociais. É o caso de Milk (2008), que conta a história da campanha do primeiro  político assumidamente gay dos Estados Unidos.
Ou do recente Minhas Mães e Meu Pai (2010), ainda em cartaz, onde um casal de lésbicas decide ter filhos através de inseminação artificial, engravidam de um mesmo doador e, anos mais tarde, seus filhos decidem conhecer o doador/pai biológico.
Ou seja, mudam os tempos, mudam os conflitos, mas o assunto nunca sai de evidência. Acredito que quanto maior o debate, maior a reflexão e as mudanças.
__________________________________
por:David Alves

1 comentário:

Regras para comentários
O A 69 Hour Sex! preza pela qualidade de seu conteúdo e dos comentários. Então, pedimos que também preze pela qualidade de seu comentário.

•Liberdade rima com responsabilidade e não é a toa.
•Seja claro e conciso e use o idioma corretamente. Atenção especial às regras gramaticais, acentuação e pontuação.Não faça comentários todo ou com frases inteiras em CAPS LOCK ou MAIÚSCULAS.
•Links e e-mails no corpo do e-mail não são permitidos e se você vir um em algum comentário ou foi por vacilo da equipe ou é de colaborador/membro da equipe. Comentários do tipo classificados ou cantadas não são permitidos. O A 69 Hour Sex! não é classissex.
•Intolerância e discriminação religiosa, sexual, racial e afins não são permitidos. Agressões ou bate-bocas não são tolerados. Use de argumentação lógica e educação ao defender seu ponto de vista.
•Incentivo à pedofilia é proibida e menores de 18 anos não pode comentar. Adoraríamos dar voz a vocês, mas a legislação é nebulosa e tem muita gente carola esperando um vacilo para cair matando em cima do site. Estamos bolando um site para o público adolescente, mas vai demorar para sair do papel.
•Respeite os autores e respeite os outros usuários e comentaristas. Respeite as regras do site.
Nossa equipe é bastante aterafada e comentários fora destas regras ou incompreensíveis podem demorar a serem aprovados ou até mesmo, pode não ser publicados. Especialmente se quem aprovar estiver de mal humor.

Obrigada pela visita.
Deixe o seu comentário participe.
Volte sempre que puder,
será sempre
bem-vindo(a)!